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Bradesco corta projeção para o dólar de R$ 5,25 para R$ 5,00 no fim do ano

Em revisão de cenário, banco elevou a expectativa de crescimento do PIB em 2023 de 1,5% para 1,8%. Surpresas positivas nos indicadores de atividade de janeiro e fevereiro sugerem que o consumo das famílias se mantém em nível elevado neste início de ano, o que, somado à força da agropecuária e a um mercado de trabalho que permanece aquecido, deve permitir um crescimento ainda mais forte que o esperado na visão do Bradesco.

Em revisão de cenário publicada nesta sexta-feira, os economistas do banco elevaram a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,5% para 1,8%.

“Os dados recentes do varejo sinalizam crescimento acima do esperado”, destacam os economistas do Bradesco. “Decompondo as vendas do varejo entre as atividades mais sensíveis à renda e aquelas mais afetadas pelo ciclo monetário, notamos crescimento em ambas as classificações no primeiro bimestre.

A forte descompressão da inflação de alimentos e o crescimento da massa de rendimentos explicam o desempenho do primeiro grupo, que já era esperado. O comportamento do segundo, porém, diverge das expectativas de desaceleração derivada do aperto monetário”, o que, na visão do Bradesco, se justifica com base em fatores exógenos, como o uso da poupança acumulada.

O Bradesco lembra, ainda, que as sucessivas revisões para cima da safra e a maior exportação de carnes apontam para um PIB agropecuário mais forte. “Somado aos avanços do varejo e dos serviços, isso deve levar a um crescimento de 1,3% do PIB no período”, apontam os profissionais do banco.

Na visão dos economistas, o crescimento mais forte do Brasil deve favorecer o desempenho do real. “O desempenho relativo mais forte da economia e o diferencial de juros ainda bastante favorável ao país tendem a manter a apreciação do real. Em adição, a balança comercial vem atingindo recordes recorrentes, mesmo com o atraso da colheita de grãos, puxada pela venda de carnes e petróleo. Assim, o escoamento da safra sendo deslocado para final de abril e maio irá sustentar os resultados positivos da balança ao longo deste trimestre, contribuindo para esse movimento da moeda”, aponta o Bradesco, que cortou sua projeção para o dólar no fim do ano de R$ 5,25 para R$ 5,00.

“Acreditamos que o movimento do câmbio poderá se intensificar com a aprovação do arcabouço e o cumprimento das metas fiscais”, dizem os economistas do banco. Eles, porém, destacam que o novo marco fiscal ainda traz algumas incertezas.

“Em primeiro lugar, a avaliação do projeto de lei da nova regra aponta para um ponto de partida dos gastos mais elevado em 2024. Segundo nossos cálculos, pela nova regra, e com os parâmetros do nosso cenário, as despesas teriam aumento real superior a 3,5% no ano que vem. Além disso, a regra requer uma elevação substancial das receitas para o cumprimento das metas de superávit primário. Essas dúvidas e a tramitação do projeto recomendam certa cautela nas projeções, mas, uma vez dirimidas, é plausível que haja uma apreciação mais consistente da moeda.”

O câmbio mais apreciado compensa, nos cálculos do banco, o efeito da atividade mais forte sobre a inflação. Assim, o Bradesco manteve suas projeções para o IPCA em 6,2% neste ano e em 4,0% em 2024.

Além disso, o banco nota que há incerteza relacionada à possibilidade de mudança nas metas de inflação, o que ajuda a manter as expectativas inflacionárias de longo prazo desancoradas. Com o nível das metas a ser definido em junho pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Bradesco acredita que a distância do Focus em relação à meta irá se reduzir, o que pode abrir espaço para algum afrouxamento da Selic  no segundo semestre. No momento, o Bradesco espera que o juro básico feche o ano em 12,25%.

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