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Como escolher um fundo de investimento

Alguns aspectos devem ser considerados por quem está interessado em investir em fundos. Eles são determinantes para a escolha da carteira mais adequada para cada perfil de investidor. Confira:

Lâmina

Um primeiro passo para começar a escolher um fundo é ler a lâmina de informações essenciais das carteiras do seu interesse. Esse documento é uma espécie de resumo que procura simplificar a apresentação das principais informações do regulamento e do prospecto dos fundos.

Em poucas páginas, a partir de um modelo definido, a lâmina deve conter a rentabilidade dos últimos cinco anos, a composição da carteira, as taxas cobradas e o nível de risco do fundo. Precisa ser atualizada mensalmente e costuma trazer dados em gráficos e tabelas para facilitar a compreensão. O administrador deve divulgar a lâmina atualizada de cada fundo em seu site, em lugar de destaque e sem proteção por senha.

Perfil e risco

Verifique se o perfil dos fundos que você está avaliando combina com seu próprio perfil de investidor. Uma das medidas importantes, nesse caso, é seu nível de tolerância a risco. Responda, para si mesmo, perguntas como qual seu patamar de conhecimento sobre o tipo de carteira que está no seu radar ou quanto tempo terá disponível para estudar sobre ela.

Isso ajudará você a tomar uma decisão de investimento mais consciente. Fundos de ações, por exemplo, costumam embutir riscos maiores do que os de renda fixa – você está preparado para isso? Qual seria sua reação se o valor das suas cotas subisse ou caísse 5% em poucos dias?

Mesmo os fundos de renda fixa podem sofrer variações importantes no valor das cotas, principalmente se investirem em papéis de crédito privado ou em títulos públicos de prazo muito longo. Você seria capaz de controlar a emoção em momentos de tensão?

Benchmark

Para que você tenha uma ideia mais clara dos objetivos dos fundos que estiver analisando, vale a pena conferir qual é o seu benchmark. Trata-se de um parâmetro usado como referência para a performance da carteira. Fundos de ações, por exemplo, podem ter o Ibovespa – principal índice do mercado brasileiro – como benchmark. Significa que o gestor vai procurar comprar e vender papéis de modo que a rentabilidade do fundo siga de perto ou supere o Ibovespa em um determinado período.

Já os fundos de renda fixa adotarão como benchmark indicadores de referência relacionados a este mercado – como é o caso da taxa do CDI. Fundos multimercados estabelecem os seus benchmarks de acordo com sua política de investimento. Podem adotar o Ibovespa, o CDI ou outros índices.

Resgate e Liquidez

Entre os aspectos que devem ser considerados na escolha de um fundo estão os seus prazos de resgate das cotas. Os procedimentos devem estar descritos no regulamento para especificar qual será a data de conversão (quando o cálculo do valor das cotas será feito para o pagamento do resgate) e também a data de pagamento (quando os recursos serão disponibilizados ao investidor).

Considere esse exemplo. No regulamento de um determinado fundo consta que a data de conversão ocorre em D+1. Significa dizer que o cálculo do valor das cotas usado como referência para o pagamento do resgate ocorrerá um dia útil após a data da solicitação. Portanto, na data de conversão, as cotas podem estar valendo mais ou menos do que na data do pedido do resgate.

Agora suponha que esse mesmo fundo especifique que a data de pagamento acontece em D+3. Nesse caso, o depósito do dinheiro será feito três dias úteis depois. Dependendo da carteira, esse prazo pode ser ainda maior: D+10, D+30 ou até D+90.

Também é bom saber que alguns fundos podem impor um prazo de carência, que é um período mínimo em que o investidor não pode solicitar o resgate.

Essas características é que determinam se um fundo tem alta ou baixa liquidez, que representa o nível de dificuldade para transformar as suas cotas em dinheiro vivo.

Taxas

O tamanho das taxas cobradas pelos fundos deve ser considerado na escolha, porque elas têm impacto sobre a rentabilidade líquida obtida pelo investidor. Esse é o caso principalmente da taxa de administração. Quanto à taxa de performance, a análise é um pouco diferente.

Como você já aprendeu na seção “Como funcionam os fundos de investimento?”, a taxa de performance é uma remuneração sobre o resultado da carteira. Ela só é aplicada quando o fundo rende acima do indicador de rentabilidade adotado como referência (o benchmark). Se isso não acontece, não há cobrança.

Por isso, a existência da taxa de performance – ou taxa de sucesso, como também é chamada – é considerada um estímulo para o gestor realizar o melhor trabalho que puder. Muitas vezes, fundos que fazem essa cobrança têm um desempenho superior aos outros.

Aplicação inicial

Dentre as condições gerais de investimento, os fundos costumam estabelecer uma aplicação inicial. Isto é, um valor mínimo que o investidor deve aportar na primeira vez que aplica. Esse valor varia muito de acordo com o nível de sofisticação e risco da carteira.

Fundos conservadores voltados para investidores de varejo – como é o caso dos vendidos nas agências dos grandes bancos tradicionais – costumam exigir aplicações iniciais muito baixas. Em alguns casos, com quantias a partir de R$ 100 é possível entrar em um deles.

Já fundos mais arriscados, como alguns tipos de multimercados mantidos por gestoras badaladas, podem demandar um valor inicial elevado.

Em corretoras independentes, encontram-se carteiras que investem até no exterior com investimento de entrada por volta de R$ 5 mil ou R$ 10 mil. Em outros casos, é possível que a exigência fique na casa das centenas de milhares.

Alguns fundos determinam também um valor de movimentação mínima, o que significa que novos aportes – depois do inicial – também devem obedecer uma faixa de corte.

Histórico e rentabilidade

O histórico de desempenho costuma ser uma informação relevante para os investidores que estão avaliando em que fundo aplicar. Ainda que a rentabilidade passada não seja garantia do retorno futuro, sua análise ajuda a identificar como a carteira se comporta em períodos distintos – seja nas épocas de bonança, seja nos tempos de crise.

Isso permite que os investidores estejam preparados para encarar os altos e baixos das cotas, sem maiores sobressaltos. Essas informações ficam disponível nos sites da CVM e da Anbima, além de serem disponibilizadas pelos administradores dos fundos em documentos como a lâmina.

Rating

Vale a pena procurar avaliações externas – de casas de análise ou de especialistas – sobre os fundos que interessam a você. Eles consideram fatores objetivos, como rentabilidade e nível de risco, para indicar quais carteiras são as melhores do mercado.

Um exemplo é o rating de fundos elaborado pela Morningstar, casa de análise americana presente no Brasil desde 2012. A empresa atribui até cinco estrelas a cada carteira – quanto mais, melhor. O objetivo é ajudar os investidores a escolher em qual aplicar.

O rating Morningstar se baseia em três pilares: quanto o fundo cobra em taxas, a rentabilidade em comparação com o CDI e a volatilidade. Para receber a classificação, a carteira precisa ter pelo menos 36 meses de histórico e um track record de cinco a dez anos. O rating é revisado mensalmente.

Acompanhar o Ranking InfoMoney

O InfoMoney também elabora um ranking mensal e outro anual com o objetivo de facilitar a coleta de informações pelos investidores.

Quatro tipos são acompanhados regularmente: fundos de ações, multimercados, renda fixa e imobiliários. Dois aspectos, risco e retorno, são sempre avaliados para chegar à classificação final.

O ranking anual Melhores Fundos InfoMoney-Ibmec analisa as carteiras em termos de retorno ajustado ao risco nos últimos anos para premiar os melhores fundos de investimento do país.

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