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Produção industrial cai 0,7% em setembro, aponta IBGE

Segunda taxa negativa consecutiva foi marcada pela queda disseminada entre a maioria dos ramos industriais. Resultado deixa o setor 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia e 18,7% abaixo do nível recorde.

Por Daniel Silveira, g1

Linha de produção em indústria de alimentos em São Paulo em registro feito em dezembro de 2021 — Foto: José Fernando Ogura/AEN/PR

A produção industrial brasileira caiu 0,7% na passagem de agosto para setembro, tendo retração em 21 dos 26 ramos industriais, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta foi a segunda taxa negativa consecutiva – em agosto, após revisão feita pelo IBGE, o recuo também foi de 0,7% – com queda acumulada de 1,4% nestes dois meses. No ano, o setor acumula queda de 1,1%.

Já na comparação com setembro do ano passado, a indústria apresentou crescimento de 0,4%. Com isso, o indicador acumulado em 12 meses ficou em -2,3%, mantendo trajetória ascendente, o que demonstra ligeiro ganho de fôlego.

Diante destes resultados, o patamar de produção da indústria brasileira ficou 2,4% abaixo do nível pré-pandemia e 18,7% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

“Podemos dizer que há uma redução no ritmo da produção industrial. Isso fica bem evidenciado não apenas nesses dois meses de queda em sequência, mas também na maior frequência de taxas negativas nos últimos quatro meses, com três variações negativas”, avaliou o gerente da pequisa, André Macedo.

Trimestre em queda

Diante dos resultados negativos de agosto e setembro, a indústria brasileira fechou o terceiro trimestre do ano com queda de 0,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

“Este resultado vem após três trimestres seguidos de crescimento”, ressalvou o gerente da pesquisa André Macedo.

Entre o 4º trimestre do ano passado e o segundo trimestre deste ano, a produção industrial acumulou crescimento de 1,5%, insuficiente para reverter a perda acumulada nos três primeiros trimestres de 2021, que foi de -6,0%

Maior impacto da indústria alimentícia e metalúrgica

Frente a agosto, a maior influência negativa partiu da indústria de produtos alimentícios, com queda de 2,9%, segunda taxa negativa seguida, acumulando perda de 6,1% nestes dois meses.

Macedo ponderou que estas duas quedas aconteceram após três meses seguidos de crescimento, período em que houve ganho acumulado de 6,7%.

“Produtos derivados de soja, açúcar e carnes de aves são itens importantes no entendimento dessa queda no setor alimentício em setembro”, destacou o pesquisador.

A segunda maior influência negativa em setembro oi do setor de metalurgia, com recuo de 7,9% em relação a agosto, a queda mais intensa desde janeiro de 2021, quando foi de -9,9%, nesse tipo de comparação.

“Mas é importante lembrar que esse segmento industrial vem de dois meses com resultados positivos, acumulando 2,4% nesse período”, ressalvou Macedo.

Queda disseminada

Dentre os 26 ramos industriais pesquisados, apenas cinco apresentaram crescimento da produção na passagem de agosto para setembro, algo que não era visto desde o começo do ano.

“Esse perfil disseminado de queda na produção, com apenas 5 setores avançando seu ritmo produtivo, não era observado desde janeiro de 2022, quando apenas 4 segmentos industriais mostraram crescimento”.

Entre as grandes categorias econômicas, todas mostraram recuo na produção em setembro.

  • bens de capital: caiu 0,5% – após ter crescido 5,2% em agosto;
  • bens intermediários: caiu 1,1%, após ter caído 1,4% em agosto;
  • bens de consumo: caiu 0,8%, após ter caído 1,0% em agosto;
  • bens de consumo duráveis: caiu 0,2%, após ter crescido 6,1% em agosto;
  • bens de consumo semi e não duráveis: caiu 1,4%, após ter caído 1,4% em agosto;

Indústria automotiva puxa alta interanual

A base baixa de comparação levou a indústria a apresentar crescimento de 0,4% na comparação com setembro do ano passado – naquele mês, a indústria havia recuado 4,1% na comparação com igual mês de 2020.

Houve crescimento em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 12 dos 26 ramos pesquisados, mas partiu da indústria automotiva, com alta de 20,3%, a maior influência positiva sobre este resultado.

“O segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias é o que mais pressiona positivamente e mantém o total do setor industrial no campo de crescimento. Vale destacar a influência da base de comparação, uma vez que essa atividade recuou 8,8% em setembro do ano passado. Isso ajuda a explicar a magnitude de expansão observada nesse mês”, explico o gerente da pesquisa.

Segundo macedo, automóveis, autopeças e caminhões são os produtos com maior avanço na produção na comparação com setembro do ano passado.

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