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Veja dicas para organizar as finanças em 2023

A Folha de Pernambuco traz dicas para ajudar as pessoas que buscam uma relação mais saudável com o dinheiro em 2023

Mais um ano que vai chegando ao fim e outro que se inicia. Para muitos, um dos pensamentos que fica é sobre a vida financeira, se foi bem organizada, ou o que ainda pode ser feito para aperfeiçoar o controle dos gastos e investimentos.

Pensando nisso, a Folha de Pernambuco buscou especialistas para saber como se preparar financeiramente para o ano de 2023, para que erros não se repitam e o orçamento esteja mais confortável e melhor administrado no ano que está prestes a chegar. 

O primeiro ponto, apontado por quem entende do assunto, é que é preciso entender quanto se ganha, para que assim a distribuição da renda possa ser feita de forma correta, como conta o personal financeiro, Leandro Trajano

“É preciso analisar e entender o ano de 2022, diante disso precisa entender se conseguiu pagar as contas na boa, se conseguiu poupar, se teve endividamento, e depois estabelecer as metas, ver os objetivos para 2023, ter clareza e ver as metas diante do que se viveu em 2022. Saber se quer quitar dívidas, se quer poupar, ou deixar de apenas pagar contas e até mesmo entrar nos investimentos”, disse o especialista. 

Segundo Trajano, durante o momento de analisar as finanças é preciso ir para ponta do lápis ou utilizar ferramentas para não ocorrer erros e entender todas as despesas. 

“É importante entender o orçamento, saber as despesas. Normalmente se faz de cabeça, mas é grande a chance de erro, porque acaba esquecendo outras despesas que ocorrem no dia a dia, como uma assinatura, uma tarifa bancária. É preciso isso para cruzar com o orçamento e ver o que se espera. Com isso feito, a pessoa pode ver as despesas que pode reduzir, substituir, analisar o que se gasta e incluir com algo que se adeque ao que procura, ou até mesmo cortar algo. Com essas atitudes, a pessoa pode entrar em um ano mais confortável”, contou. 

“O orçamento é amplo, mas precisa ter dimensão do que se gasta. Hoje tem aplicativos, mas tem planilhas, ferramentas gratuitas que auxiliam na preparação do orçamento”, completou Leandro. 

O personal financeiro detalha que é preciso no fim e no começo de cada ano definir os objetivos, para que não tenha nenhum erro e possa até prejudicar o planejamento feito. “Tendo clareza nos objetivos é mais fácil, mas no fim do ano e começo do ano, é recorrente a procura por estipular os objetivos que se deseja. As pessoas costumam apontar sonhos, mas dificilmente param e planejam. Se não traçar um plano vai olhar e ser uma utopia, vai ver que falhou, mas não vai ver porque errou”, afirmou. 

Trajano aponta que para atingir as metas assim é preciso realmente se planejar, não só para atingir planos como viagens, mas sim manter as contas organizadas. “Se planejar é fundamental, essencial, mas o grande ponto é que as pessoas não cuidam, não se planejam. Dedicar tempo para cuidar da vida financeira é importante, se dedicar 1% do tempo do mês, pode causar uma revolução, são cerca de 7h por mês, 2h por semana, minutos por dia”, destacou. 

Na avaliação do professor de economia da Faculdade Nova Roma, Reili Amon-há, um debate importante é sobre a educação financeira, para que as pessoas tenham um melhor controle e entendimento sobre as finanças. 

“É importante falar sobre planejamento financeiro e educação financeira. A educação é o que se aprende a fazer com o dinheiro e o planejamento é voltado a algo que se deseja. As pessoas precisam começar a ter uma educação financeira para saber o que fazer com o dinheiro que recebe, como organizar os gastos, despesas, para aí sim ter um planejamento financeiro”, declarou. 

O professor orienta que tanto para quem quer administrar melhor as finanças, quanto para quem deseja investir, a pessoa pode recorrer a plataformas, como as da Bolsa de Valores (B3). “A gente hoje tem diversas orientações financeiras, orientadores na internet, corretoras, e o que vem de forma gratuita que surge pelo Banco Central, para educação financeira. Quem quer se tornar um investidor, a Bolsa de Valores tem uma plataforma digital de educação financeira e de planejamento financeiro”, orientou. 

Como forma de melhor administrar as finanças, Reili Amon-há, aconselha que o uso do décimo terceiro, que é pago em dezembro, pode ser um fator que auxilie as pessoas a iniciarem o ano com as contas mais ajustadas. 

“O ano financeiro que entra se inicia em dezembro do ano que encerra. É em dezembro que se recebe o 13º salário e ele tem duas funções no orçamento. Primeiro está voltado para pagamento de dívidas acumuladas durante o ano, então é importante ver o que toma conta do orçamento para entrar de forma mais livre e organizada com um capital disponível. 2023 começa com muitos gastos dentro do orçamento, como a matrícula escolar, impostos de veículos e imóveis. Muitas dessas despesas podem ser sanadas com uma parcela do décimo e para isso é preciso se organizar já que é um ano incerto, com taxas de juros altas”, finalizou o professor de economia. 

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